Catastrofismo, em nove questões

Diante de uma imensa quantidade de e-mails e indagações que tenho recebido envolvendo falsas idéias a respeito de fenômenos astronômicos supostamente envolvendo o ano de 2012, resolvi criar um tópico expondo as dúvidas mais frequentes e suas respectivas respostas.

Questão 1 – Ocorrerá realmente um alinhamento raro envolvendo a Terra, o Sol e o centro da galáxia em 2012?

O que define uma reta é a existência de dois pontos. Uma vez que a Terra gira em torno do centro da galáxia, ela sempre está alinhada com o centro.

Já no que diz respeito a um alinhamento envolvendo a Terra, o Sol e o centro galáctico, este alinhamento ocorre todos os anos, entre os dias 12 e 21 de dezembro. Não há nada de raro neste evento astronômico.

Além disso, não há nenhum alinhamento planetário especial no ano de 2012 e, mesmo que todos os planetas se alinhassem [coisa que ocorre com relativa frequência], isso não causaria tsunamis nem terremotos. A interferência gravitacional, irrisória, não seria suficiente para isso.

Questão 2 – É verdade que o centro de nossa galáxia é um buraco negro?

Sim, provavelmente é verdade. Algumas pessoas dizem que no centro galáctico está uma estrela da constelação de Sagittarius, mas esta informação não é exatamente a correta. O fato é que esta estrela da constelação de Sagittarius orbita um buraco negro supermassivo no centro da galáxia.

Questão 3 – Este buraco negro é perigoso para nós? Pode nos afetar?

A distância do Sol ao centro da galáxia é estimada em aproximadamente 30 mil anos-luz. Isso significa que um corpo viajando à velocidade da luz demoraria 30 mil anos para sair da Terra e chegar ao centro galáctico, e vice-versa. Considerando que um ano-luz equivale a aproximadamente 94605284000000000 metros, 30 mil anos-luz significam uma distância imensa! Dada esta tremenda distância, o buraco negro no centro da galáxia não pode nos afetar fisicamente.

Questão 4 — Explosões solares podem desencadear terremotos e atividade vulcânica, como visto no filme “2012″?

Em teoria sim, caso fossem explosões intensas o suficiente para aquecer o interior da Terra. Entretanto, caso isso ocorresse, terremotos seriam a menor das nossas preocupações, pois seríamos todos cozidos. É altamente improvável que uma explosão solar desta magnitude ocorra, envolvendo o nosso Sol – ao menos nos próximos bilhões de anos!

No caso do filme 2012, o que ocorre no enredo é totalmente nonsense [o que não é um problema, considerando que a proposta da obra é ser ficcional e, como já conversamos em outro post, ficção científica não tem que ser “cientificamente correta”!]. Explosões solares que agissem como microondas no interior da Terra teriam antes cozinhado a superfície e matado a todos.

Questão 5 – É verdade que a Lua está se afastando da Terra? O que acontecerá quando ela nos deixar completamente?

Sim, a Lua se afasta do nosso planeta paulatinamente, mais ou menos 3,8 centímetros por ano. Vai demorar muito, muito tempo até ela sair da órbita da Terra. Bilhões de anos. Por conta do afastamento, a velocidade de rotação da Terra diminui em aproximadamente 2 milésimos de segundo por século. Ou seja: você não perceberá diferença nenhuma…

Antigamente, quando a Lua era mais próxima, quase um bilhão de anos atrás, o dia terrestre durava 18 horas e a Lua aparecia maior no céu do que aparece hoje.

Na medida em que a Lua se afasta, a Terra perde velocidade. Quando a Lua se desgarrar completamente, a Terra cessará de rodar em torno de si mesma, e nós teremos uma face do planeta onde será dia eterno e uma face onde será noite eterna. Estas condições inviabilizarão a vida da maioria dos organismos, pois a face diurna será mais quente do que conseguimos suportar, e a face noturna será extremamente fria. Mas isso só ocorrerá daqui a bilhões e bilhões de anos. Novamente, nada que você deva temer.

Questão 6 – Devemos temer a explosão de alguma supernova?

É muito pouco provável que venhamos a sofrer as consequências da explosão de uma eventual supernova. Antes de tudo, convém explicar o que vem a ser uma supernova: trata-se de um corpo celeste decorrente da explosão de uma estrela que possui massa dez vezes superior à do nosso Sol. Quando uma estrela deste tipo explode, libera um brilho que pode ser até um bilhão de vezes mais intenso do que o seu brilho original. Mas isso só dura algumas semanas ou meses. Uma ocorrência assim seria certamente devastadora para a vida terrestre, mas não há nenhuma estrela próxima ao nosso sistema solar com risco de se tornar uma supernova. A estrela mais próxima de nós que poderia se tornar uma supernova é a IK Pegasi, mas ainda assim ela se encontra distante demais para nos fazer algum mal.

A Terra se encontra num lugar privilegiado, seguro e estável da Via Láctea.

Questão 7 – É verdade que existe um planeta gigante em rota de colisão com a Terra, que os antigos chamavam de Nibiru?

Não, isto não é verdade. Um corpo planetário tão grande seria perfeitamente avistado com grande antecedência. O que costuma pegar astrônomos de surpresa são corpos extraterrestres pequenos. As lendas sobre Nibiru se referem a um corpo planetário imenso, mais ou menos como o que aparece no filme “Melancolia”, de Lars Von Trier.

Questão 8 – Os maias previram realmente o fim do mundo para 2012?

O fato de o calendário maia acabar em 2012 não significa que eles acreditavam que este ano representasse o fim do mundo. Poderia representar o fim de um ciclo significativo para a mitopoética Maia. Ou muitas outras coisas. E ainda se os antigos maias tivessem dito claramente que o mundo acabaria em 2012, por que isso seria necessariamente verdade? Só porque a civilização deles está envolta em mistérios?

Vale dizer que não temos a menor ideia do que os maias realmente pensavam. Eles tinham uma astronomia bastante avançada, mas um bispo católico chamado Diego de Landa – que viveu em Yucatán entre 1549 e 1578 – praticamente destruiu quase toda a obra Maia, considerada “pagã”. Sobrou-nos tão pouca coisa, que não é nem justo e nem honesto nos arvorarmos a afirmar o que aquela antiga cultura pensava, em termos de metafísica ou ciência. Da vastidão de manuscritos maias existentes, nos restaram… apenas quatro.

Questão 9 – Há algo que poderíamos de fato temer?

Sim, as compras de natal. Elas são terríveis, e você pode ficar muito doente ao passar pelo stress de entrar num shopping nesta época do ano.

No que diz respeito a fenômenos astronômicos, meteoros e colisões com asteróides são sempre um perigo, e poderiam causar desastres terríveis que dificilmente acabariam com a vida na Terra, mas poderiam destruir países inteiros. Nenhum destes meteoros ou asteróides tem nem uma fração do tamanho apontado pela lenda do planeta Nibiru. São corpos bem menores, mas poderiam causar grande estrago. Caso um corpo de grandes dimensões viesse em direção à Terra, poderíamos redirecioná-lo, mudando sua rota. Mas, para isso, seria preciso primeiro identificá-lo. Daí a importância de um programa de investigação espacial!

Por incrível que pareça, uma das coisas mais perigosas é algo que quase ninguém conhece: surtos de raios gama. Explosões de raios gama, mesmo ocorrendo em locais muito distantes da galáxia, poderiam também extinguir a vida na Terra, mas não esterilizá-la completamente. A escala de ocorrência de fenômenos assim é de aproximadamente 1 bilhão de anos. A nossa galáxia não é do tipo em que explosões de raios gama ocorrem com frequência. No que diz respeito a isso, caso ocorresse, nada poderíamos fazer. Mas a probabilidade de um fenômeno assim ocorrer é tão pequena que nem vale a pena perder o sono pensando nisso. É mais fácil um piano cair na sua cabeça, ou você ser morto por um raio, do que a vida na Terra ser extinta por um surto de raios gama.

Os maiores perigos para a vida na Terra, por enquanto, são aqueles que nós mesmos criamos.

13 pensamentos sobre “Catastrofismo, em nove questões

    • Lito, me parece que há um engano aqui.
      “Alinhamento planetário” é o termo que se dá quando planetas ocupam um mesmo setor constelacional.
      Saturno, no dia 21 [e hoje] se encontrava na constelação de Libra.
      Mercúrio e Vênus, na constelação do Escorpião.
      O Sol, na constelação de Sagitário.
      Isto não é um alinhamento. E com qualquer software de astronomia é possível ver que não, não há alinhamento algum.
      Sorry.

  1. Cronicas, eu respeito muito q vc tenha publicado uma matéria sobre ‘catastrofismo’ e desfeito alguns mitos sobre o 21 de dezembro. Realmente se falou muita bobagem a respeito desta data.

    Contudo, houve sim um alinhamento planetário de Mercúrio, Vênus e Saturno, PERFEITO!

    Este alinhamento não foi ‘astrológico’. A astrologia considera a visão geocêntrica do espaço celeste, tendo a Terra como referência. O alinhamento de 21/12 foi heliocêntrico, astronômico, tendo como referência o Sol.

    Isto significa que olhando o sistema solar, por cima ou por baixo, como quiser, era possível traçar uma reta perfeita entre o Sol, Mercúrio, Vênus e Saturno… e isto recebe o nome de alinhamento.

    Por causa da NASA ter negado veementemente q haveria qqer alinhamento, muitos deixaram de perceber esta questão ou de olhar para ela com mais acuracidade.

    Não sei porque vc afirma q ‘com qualquer software de astronomia é possível ver que não, não há alinhamento algum’. Isto não é verdade. Qqer pessoa pode acionar o link online do Solar Sytem Scope, em http://www.solarsystemscope.com/ jogar a data de 21/12/12 06:07 GMT e conferir a veracidade deste ‘alinhamento’

    Como estudo Crop Circles e este alinhamento foi previsto num CC de 1° de agosto, pessoalmente elaborei uma sequência de vídeos q o exibem em detalhes.

    Neste vídeo é possível observar uma espécie de ‘tutorial’ do Solar System Scope e aprender a usar os recursos básicos para explorar o alinhamento.

    Neste outro vídeo vc pode ver com luxo de detalhes, inclusive observando espacialmente, em 3D, como estes planetas estiveram alinhados nessa data.

    É comum alguma confusão entre as visões geocêntricas e heliocêntricas do sistema solar… mas qdo afirmei q qqer software de ‘astronomia’ seria possível observar o alinhamento, achei q isto deixaria claro q não se trata de uma visão ‘astrológica’.

    Nestes slides tb é possível obter alguns esclarecimentos:

    Neste slide, eu deixo claro q ‘Todos os alinhamentos citados são heliocêntricos, portanto, não exibidos nos softwares de astrologia que mostram posições geocêntricas.’

    Portanto, já q não temos nem 10 planetinhas em nosso sistema, não vejo motivos para não considerar ‘especial’ quando 3 deles e o Sol decidem se alinhar, numa reta perfeita. Isto é algo q não precisava ser desmistificado.

    A lista de reprodução COMPLETA dos vídeos q tratam sobre este alinhamento e o CC de Avebury Stone Circle, está aki:

    Qqer outra dúvida, estou a disposição. Abraços @>–>—

    • Lito, vamos lá:

      Primeiramente, há um equívoco quando você se refere ao alinhamento planetário visto a partir da Terra como “astrológico” e o alinhamento a partir da perspectiva solar como “astronômico”. O alinhamento a partir da perspectiva terrestre é geocêntrico [e isso não é “astrológico” – é igualmente astronômico]. A Astronomia, assim como a Astrologia, considera os alinhamentos a partir da perspectiva geocêntrica. A diferença é que a Astronomia considera tais alinhamentos em relação a signos constelacionais, e a Astrologia os considera a partir de signos trópicos.

      É possível buscar alinhamentos a partir de quaisquer perspectivas: terrestre, solar, marciana etc.

      Você diz: “Isto significa que olhando o sistema solar, por cima ou por baixo, como quiser, era possível traçar uma reta perfeita entre o Sol, Mercúrio, Vênus e Saturno… e isto recebe o nome de alinhamento.”

      Não, isto está errado. Este alinhamento só poderia ser visto a partir de alguém que se localize exatamente no Sol. E mesmo a partir do Sol, ele não faria parte do alinhamento, já que ele é o ponto a partir do qual o alinhamento se vê. O ponto a partir do qual um alinhamento é observado não integra o alinhamento. Apenas Mercúrio, Vênus e Saturno estavam envolvidos. E se a pessoa estivesse na Nuvem de Oort, ou em Júpiter, ou em Urano, a perspectiva mudaria e a pessoa veria outros alinhamentos – ou nenhum.

      Além do acima exposto, há outros problemas: não há nada de significativo num alinhamento planetário visto a partir da perspectiva solar. Alinhamentos entre três planetas são banais, ocorrem periodicamente. Tanto que o que em Astronomia [e mesmo em Astrologia!] se considera um “alinhamento”, é quando uma quantidade considerável de planetas se alinha, e não apenas 3, pois isso ocorre o tempo todo. Vide, por exemplo, o alinhamento geocêntrico em 4 de fevereiro de 1962 [Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno em Aquário Tropical]. Ou mesmo heliocentricamente [Lua, Terra, Mercúrio e Urano em Leão tropical; Vênus, Júpiter e Saturno em Aquário tropical]. Ou, melhor perguntando: tais alinhamentos seriam significativos… por que?

      • Welll… vc começa sua matéria dizendo q ‘O que define uma reta é a existência de dois pontos’…

        – Pegue as posições ‘heliocêntricas’ dos planetas em 21/12/12…
        – Trace uma ‘reta’ entre Mercúrio e Saturno (ou entre o Sol e Saturno)

        Certamente Vênus estará alinhado nesta reta!

        Agora a discussão se tornou a nomenclatura sobre como chamar isto….

        Sobre um sistema com menos de 10 elementos, 3 planetas e o Sol ficaram alinhados, em linha reta, numa determinada data.

        Se isto é significativo, trivial, raro, especial, banal ou vulgar… conforme opiniões pessoais, não vem ao caso!

        O ponto é q ficaram alinhados e a existência disto estava sendo ignorada no seu post!

        A animação q mostrei nos vídeos exibe claramente quais são os pontos de vista nos quais um observador poderia apreciar tal alinhamento. Se os pontos iniciais ou finais da linha reta devem ser considerados, não vem ao caso!

        Então, não vamos desvirtuar a existência de tal alinhamento com considerações irrelevantes! Sejamos simples, como vc propõe ao início de sua matéria…

        2 pontos… uma linha reta… e 3 planetas e o sol estarão lá!
        Não importa onde vc queira colocar o observador ou como isto vai se chamar!

        Isto é uma fato. Existiu. E não há como negar sua veracidade!

        Vc colocar o observador por cima, por baixo, num dos planetas, no Sol ou onde vc quiser, nada destrói esta linha reta entre o Sol e estes 3 planetas!

        Se quiser considerar isto banal, vc ao menos deveria apresentar uma estatística da frequência com q ocorre… Da forma em q coloca, leva o leitor menos informado a pensar q acontece toda semana!

        Quando afirma ‘ tanto em Astronomia [e mesmo em Astrologia!] se considera um “alinhamento”, quando uma quantidade considerável de planetas se alinha, e não apenas 3, pois isso ocorre o tempo todo’…

        eu gostaria muito de saber onde pegou esta informação!

        O q é ‘uma quantidade considerável de planetas’?!?!

        Quem definiu isso?!?!

        Se são 3 não é alinhamento… mas se são 4 planetas, aí SIM é um alinhamento?!?!

        Por favor!

        Analisando algumas mensagens transmitidas nos Crop Circles, fui fazer algumas checagens sobre os ‘alinhamentos’ heliocêntricos de Mercúrio e Vênus…. apenas 2 planetinhas do nosso Sistema Solar…

        Estes dois astros estiveram ou estarão alinhados, nas seguintes datas:

        13.08.12
        21.12.12
        18.05.13
        19.10.13
        22.02.14

        Nada significativo até aqui… conforme seus ritmos orbitais e seu período de translação, eles se encontram, com uma frequência mais ou menos regular… constatável entre as datas… (vale mencionar q por serem os planetas mais rápidos do sistema, são os q mais se encontram)

        Acontece q os Crop Circles atribuíram especial importância a estes 5 encontros consecutivos em particular… e eu acabei descobrindo a razão disto…

        Em cada um deles, há um outro planeta de fundo, incluído no alinhamento, q não se distancia mais de q 2.77° da linha reta existente entre Sol, Mercúrio e Vênus…

        Assim, temos com q cada um dos alinhamentos entre Mercúrio e Vênus nas datas, terá o seguinte planeta como companheiro:

        13.08.12 – Uranus
        21.12.12 – Saturn
        18.05.13 – Jupiter
        19.10.13 – Neptune
        22.02.14 – Mars

        Quando entendi do que os Crop Circles estavam falando, deixei o software rodando por 2 milênios com a devida equação, para ver com que frequência se repetiria um encontro de Mercúrio e Vênus, acompanhado por um outro planeta de fundo, durante 5 vezes CONSECUTIVAS…

        Desta forma, consegui elucidar q este evento só viria a se repetir daki a 900 anos!

        Ou seja, o alinhamento q começou em 13 de agosto de 2012, com Urano como pano de fundo no alinhamento, e q encontra 4 sucessivos alinhamentos com outros planetas a cada encontro de Mercúrio e Vênus, irá demorar 900 anos para se repetir…

        Pessoalmente, acho isto muito especial!
        O q começou em 13 de agosto, se repetindo em 21 de dezembro e ainda irá se repetir por mais 3 datas é realmente algo extraordinário!

        Não me parece q algo q demora 900 anos para se repetir, deva ser considerado banal…

        Mas não preciso q vc concorde com isto…

        O único motivo de eu ter comentado no seu post, é q percebi que tal alinhamento entre 3 planetas estava sendo ignorado…

        Agora, q ao menos reconheceu sua existência, fico com a sensação de ‘dever cumprido’ e tenho certeza q eventuais leitores do post estarão mais próximos da verdade, desmistificando apenas o q precisa ser desmitificado… mas não jogando para escanteio um fato significativo e real!

        Embora a NASA tenha negado… embora muita gente tenha ignorado, houve sim uma linha reta contendo 3 planetas e o Sol.

        Ponto final!

        Um grande abraço – @>–>—

      • Antes de continuar, me explica uma coisa? O que são “mensagens transmitidas no crop circles”?

        Agora, continuando [apesar de você ter escrito “ponto final!”, como se você definisse isso – um tipo de autoritarismo muito comum em grupos místicos. Convivi com este tipo de forma de se expressar por muito tempo]:

        Vamos lá:

        1. Quando se fala em “alinhamento dos planetas”, a referência é sempre geocêntrica. Esta é a referência-padrão. Se alguém quer divulgar que há um alinhamento HELIOcêntrico, a pessoa precisa necessariamente dizer que se trata de um alinhamento HELIOcêntrico. Sabe por que? Porque ele não se vê a partir da Terra. A referência observacional é de quem está na Terra. Não há alguém no Sol vendo o céu.

        2. Você insiste que o alinhamento HELIOCÊNTRICO entre Mercúrio, Vênus e Saturno pode ser visto de qualquer parte do sistema solar. Isto não é verdade. O alinhamento, sendo HELIOcêntrico, só pode ser visto por um observador que se localize NO SOL. Se não existisse um software capaz de calcular isso, você não saberia.

        3. “Alinhamento dos planetas” é um termo designado para se referir ao alinhamento de TODOS os planetas visíveis a olho nu. Esta é uma definição astronômica. Quem divulga “alinhamento dos planetas” está fazendo crer que se trata do alinhamento de todos os planetas. Então, a divulgação correta teria que ser a seguinte:

        – Haverá um alinhamento DE TRÊS PLANETAS passível de ser observado por quem estiver NO SOL.

        Percebe a diferença?
        Não é uma questão de mero purismo. Trata-se de não induzir ao erro.

        4. Você diz: “Acontece q os Crop Circles atribuíram especial importância a estes 5 encontros consecutivos em particular… e eu acabei descobrindo a razão disto…”

        Pergunto: mas qual é a especial importância destes cinco encontros consecutivos entre Mercúrio e Vênus na perspectiva heliocêntrica?
        [como você mesmo percebeu, encontros Mercúrio-Vênus são banais].

        5. Padrões periódicos que só se repetem a cada 900 anos são astronomicamente insignificantes. 900 anos só é muito tempo para um ser humano. Astronomicamente falando, isto é um… sopro.

        Mas mesmo que consideremos “significante” o encontro de Mercúrio e Vênus com outro planeta de fundo, a minha pergunta é:

        Qual a significância, afinal?
        Por que é tão “extraordinário”?

        6. Você insiste que “A NASA negou”, como se a NASA tivesse errado, ou estivesse ocultando algo.

        Não, meu caro, não é isso.

        Repito:
        1. Se se fala em “alinhamento”, a referência é geocêntrica. Sempre. Se for heliocêntrica, o “divulgador” precisa esclarecer.
        2. Astronomicamente, três planetas reunidos não são um “alinhamento planetário”. Você pode chamar de “alinhamento”? Pode, se determinar o número: alinhamento de 3 planetas, alinhamento de 2 planetas, alinhamento de 4 planetas. “Alinhamento planetário” pressupõe todos.

      • Em tempo, quase esqueço: o termo correto para um alinhamento de três planetas é SIZÍGIA.

        “Sizígia” se refere a um alinhamento específico de três corpos, seja a partir da perspectiva geocêntrica, ou da perspectiva heliocêntrica.

        Mercúrio, Vênus e Saturno alinhados a partir do Sol, portanto, são uma SIZIGIA HELIOCÊNTRICA.

  2. Não sei pq entraram todos os videos acima com o primeiro link da lista de reprodução…A sequência correta dos vídeos, seria esta:

    Tutorial:

    Alinhamento em 3D:

    @>–>—-

  3. Este vídeo, q é sequência do anterior, mostra uma animação do movimento planetário prévio ao alinhamento… e depois uma superposição de imagens:

    Espero ter contribuído para esclarecer a questão

    @>–>—-

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