A anomalia magnética do Atlântico Sul

Você sabe o que é a anomalia magnética do Atlântico Sul? É inacreditável que a maioria das pessoas [incluindo muitos cientistas!] nunca tenha ouvido falar disso. Trata-se de uma área do planeta na qual o Cinturão de Van Allen está mais perto da Terra. Ah, você também nunca ouviu falar neste cinturão? Imagine-o como uma bolha magnética ao redor do nosso planeta. Agora imagine que esta “bolha” sofre uma deformidade numa determinada região. E esta área, coincidentemente, envolve o Brasil. Veja na ilustração a seguir onde está a anomalia magnética do Atlântico Sul: é a região em azul do mapa. Nesta área, a “proteção magnética” é muito mais fraca:

Imagem

Os satélites, ao passar por esta “zona anômala”, podem ser drasticamente afetados, em decorrência de radiações extraterrestres poderosas. Pra vocês terem uma ideia, o Telescópio Hubble evitar fazer observações quando passa por esta região.

Estudar esta anomalia é fundamental sob diversos aspectos, mas ressalto um: esta é a melhor área do mundo para estudar como as radiações solares afetam a Terra. Este conhecimento é imprescindível para que desenvolvamos uma estratégia de defesa contra tempestades solares que, como se sabe, são capazes de detonar nossos sistemas de comunicação. Para a Astronomia como um todo, não há melhor lugar para estudar as radiações solares do que aqui, no Brasil, por onde passa a anomalia magnética.

Foi com muita satisfação que descobri um grupo de estudantes de 16 e 17 anos que, liderados pelo também adolescente Tulio Baars, elaborou um projeto muito bem feito de estudo desta anomalia: o ALEXA. Receberam apoio da NASA e da Universidade de Stanford. De quebra, pretendem ajudar o Projeto SETI com seu radiotelescópio. O SETI, como muitos de vocês sabem, é um programa de investigação de vida alienígena inteligente.

É com muito orgulho que este blog se tornou apoiador Master do projeto ALEXA. E é com muito orgulho que nós, admiradores da ciência e da ficção científica, constatamos que um projeto de iniciativa jovem, cuja captação de recursos se deu graças à internet, atingiu sua meta e a ultrapassou. Deste modo, novos e mais ambiciosos objetivos foram traçados para o projeto ALEXA.

E você também pode ajudar e se tornar um apoiador, com quantias a partir de 15 reais. Ao fazer isso, você estará ajudando o Brasil a fazer ciência da melhor qualidade, estimulando jovens inteligentes que merecem este apoio. Para maiores informações, confira aqui:

http://catarse.me/pt/alexa

Vida longa ao ALEXA!

Post Scriptum – sem piadinhas quanto ao nome, ok? O nome do projeto não é uma homenagem a nenhum alter-ego travesti cósmico meu. Foi coincidência mesmo.

2 pensamentos sobre “A anomalia magnética do Atlântico Sul

  1. Por favor, poderia me responder se é possível saber se essa anomalia magnética foi em outra área? Digo, há um certo período de tempo atrás ou à frente ela esteve ou estará em outro lugar, há movimento dessas áreas?

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